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quarta-feira, 11 de setembro de 2019
01. Ilustração científica #01
RSIlustração
Ilustração para artigos científicos, livros, resenhas, dentre outros
Rafael Salomão
+5579999339766
sábado, 2 de junho de 2018
02 Pensamentos livres : quanto tempo o tempo tem!.
Nós nos dividimos por toda parte. dividimos a nível celular, dividimos a nível cromossomal, dividimos em todos os níveis. Contudo, a forma mais singular de divisão, foi dada com a geração de um novo ser. a partir do processo conhecido como fecundação. Reproduzirmos, uma cópia a cada instante. o mundo então foi sendo contruido por cópias, misturas mescladas entre duas divisões. as cópias então, dão continuidade a mais divisões. cada cópia leva consigo o passado (contido no DNA), o presente ( mistura de passados).e futuro. futuro é algo criado pelas cópias, a fim de estender o presente (agora). uma projeção da mente, ligada a mesma região cerébral que comanda a fé, simbolismo, religião e crenças. futuro, então é um elemento dimensional, que expande o espaço tempo.
salomão, 02/06/2018
Botanica 02- As espermatófitas ( parte I)
1- Características
Apresentam grande diversidade, em tamanho, forma e aspecto fisiológico, apesar desta grande diversidade, para estudos fisiologista,utiliza-se um organismo modelo, que são representações úteis para todos os vegetais. Além destas existem outras características, resumidas em:
- São produtores primários da Terra;
- Não são organismos móveis, exceção para certa células reprodutivas;
- São fotossintetizantes, apresentam estrutura reforçada, mecanismos de transporte de água, sais minerais e nutrientes.
2- A Estrutura
Todas as espermatófitas são formadas por folha (fotossíntese), caule (sustentação) e raiz (absorção). Há duas categorias de espermatófita: gimnospermas e angiospermas. Em termos celulares, todos os vegetais apresentam uma parede celular rígida. A parede é formada por dois tipos: primária e secundária. A primeira é fina, caracterizada por células jovens e em crescimento, a segunda são mais espessas e resistentes que a primária, formada por depósitos de lignina, e apresentam pares de pontoações. A lignificação proporcionou um reforço no crescimento vertical acima do solo, ao contrário das briófitas, musgos e hepáticas, que são incapazes de crescerem mais que poucos centímetros, justamente pela ausência de lignificação.
crescimento vegetal pode ser compreendido através da divisão de células específicas, chamadas meristemas. As células meristemáticas concentram-se em regiões específicas. Na planta jovem, os meristemas mais ativos são conhecidos como meristemas apicais; eles estão localizados no caule e raiz; nós ( gemas axilares - crescimento ramos laterias), nos periciclos ( zona de alongamento - crescimento das raízes laterias). Existem duas fases de crescimento: primário e secundário. O crescimento primário resulta na atividade dos meristemas apicais, nos quais a divisão é seguida pela expansão celular, por alongamento, resultando na polaridade axial ( do ápice para base). Concluído o crescimento primário, tem início ao secundário, que é marcado pelo surgimento do câmbio vascular e felogênio. O câmbio origina o xilema e floema secundário, e felogênio a periderme ( formada por células do súber).
O corpo da planta é formado por três sistemas de tecidos principais; o dérmico ( células da epiderme), fundamental ( células do parênquima, colênquima e esclerênquima) e vascular ( xilema e floema).
(a) Tecido dérmico e fundamental


segunda-feira, 28 de agosto de 2017
01 Pensamentos livres : A fragilidade masculina a luz feminina.
Mil razões para uma boa caminhada
A vocês; Mulheres. A fragilidade masculina a luz feminina.
Texto I – Rafael salomão
28/08/2017
Ao passo que o homem porno é domesticado a castrar seus sentimentos, as mulheres são estimuladas a desenvolver aquilo que o homem carece. É dificil se perceber como homem, pois vivo e sobrevivo em um mundo que me foi castrado. Contudo, a parcepção de mundo ´´é uma ferramenta libertadora” dos padrões inseridos desde cedo. Ao passo que caminhavamos, eu e meu colega filosofo natural – renato – tiramos o tempo e espaço para conversar e dialogar sobre as mulheres.
-“Mulheres. Elas nunca se enganam do que sentem, podem até estarem confusas, mais nunca traem seus sentimentos.”
A partir deste ponto de vista, tercemos um diálogo dedicado a fragilidade Masculina e ponderância Feminina. Percebemos que elas conseguem amadurecer seus sentimentos desdes cedo. Seus instintos são desenvolvidos muito rápido. Percebemos que temos que observar com cuidado o que elas estão dizendo, cada palavra, cada informação é algo valioso, aprender a ouvir uma mulher é similar a escutar e entender uma boa música.
Dialogamos também, que; não existem perdas, se ela te escolheu é porque você, dentre todos os homens, foi o mais especial, e se um dia ela te deixar, pode ter certeza meu amigo, que foi difícil para ela, mas ela foi cativada por algo que você deixou faltar. Então, se ela diz que quer voltar, observe que não existe nada além especial do que você, para ela.
Contudo, diferentemente das mulheres, o homem castrado acabam não tendo um racionalização sentimental, pois este são ligados a valores antigos, masculinizados, e empoerados. Logo, para superar este homem, foi preciso entender o conceito desenvolvido por Nietzsche, dentro de sua concepção. Nesta parte do dialogo, lembramos do que Nietzsche tem a dizer sobre o homem denomina de super-homem.
“Eu vos ensino o super-homem. O homem é algo que deve ser superado. Que fizestes para superá-lo?”
O homem castrado é apaixonado pela sua cultura, suas leis e seus valores cristãos. domesticado, obediente, anestesiado, entupido de cultura, aferrado ao seu tempo. Este está em franco declínio. Pois, este homem castrado, não sabe lidar como seus próprios sentimentos ( do qual o autor Zaratustra denomina de homem do ressentimento), dada sua formação masculinizada, pornográfica e antifeminista que lhe foi domesticado, anestesiado, entupido de cultura.
Assim, devemos superar esse velho homem, este homem castrado, substituindo por este super-homem, que mais se aproxima aos sentimentos verdadeiros, tranparente a todas as mulheres. Para Nietzsche, devemos observar:
“O super-homem é aquele que vence o niilismo, supera a forma homem, velha e desgastada, supera todos os humanismos, toda a cultura que o prende em si mesmo, é ele quem “lança a flecha do seu anseio por cima do homem” . Já o homem do ressentimento é aquele cujas forças reativas predominam, ele é escravo de seu tempo, não consegue ir para além da conservação. O homem moderno orgulha-se demais de si próprio, está acomodado, conformado, abraça seus ídolos supersticiosos como único meio de sobrevivência. Chegamos ao extremo da massificação e uniformização. Também existe, claro, muito medo e insegurança, poucos aventureiros.
Deixamos claro, em nossa breve caminhada que o valor dos valores devem ser revisto e que é afundados nesta sociedade moralista que vivemos. A afirmação do super-homem é a negação dos valores vigentes: ousadia no lugar de segurança, auto-disciplina ao invés e auto-piedade, esquecimento em vez de ressentimento. Desta forma percebemos que, nos homens devemos nos afundar, ou mergulhar dentro de si para encontrar a potência necessária para declinar sobre essa velha e empoeirada formar e criar novos valores. Só assim podemos desapegar desse modelo masculinizado, deixando para trás nossos ídolos, tornando artista de sí.
A vocês; Mulheres. A fragilidade masculina a luz feminina.
Texto I – Rafael salomão
28/08/2017
Ao passo que o homem porno é domesticado a castrar seus sentimentos, as mulheres são estimuladas a desenvolver aquilo que o homem carece. É dificil se perceber como homem, pois vivo e sobrevivo em um mundo que me foi castrado. Contudo, a parcepção de mundo ´´é uma ferramenta libertadora” dos padrões inseridos desde cedo. Ao passo que caminhavamos, eu e meu colega filosofo natural – renato – tiramos o tempo e espaço para conversar e dialogar sobre as mulheres.
-“Mulheres. Elas nunca se enganam do que sentem, podem até estarem confusas, mais nunca traem seus sentimentos.”
A partir deste ponto de vista, tercemos um diálogo dedicado a fragilidade Masculina e ponderância Feminina. Percebemos que elas conseguem amadurecer seus sentimentos desdes cedo. Seus instintos são desenvolvidos muito rápido. Percebemos que temos que observar com cuidado o que elas estão dizendo, cada palavra, cada informação é algo valioso, aprender a ouvir uma mulher é similar a escutar e entender uma boa música.
Dialogamos também, que; não existem perdas, se ela te escolheu é porque você, dentre todos os homens, foi o mais especial, e se um dia ela te deixar, pode ter certeza meu amigo, que foi difícil para ela, mas ela foi cativada por algo que você deixou faltar. Então, se ela diz que quer voltar, observe que não existe nada além especial do que você, para ela.
Contudo, diferentemente das mulheres, o homem castrado acabam não tendo um racionalização sentimental, pois este são ligados a valores antigos, masculinizados, e empoerados. Logo, para superar este homem, foi preciso entender o conceito desenvolvido por Nietzsche, dentro de sua concepção. Nesta parte do dialogo, lembramos do que Nietzsche tem a dizer sobre o homem denomina de super-homem.
“Eu vos ensino o super-homem. O homem é algo que deve ser superado. Que fizestes para superá-lo?”
O homem castrado é apaixonado pela sua cultura, suas leis e seus valores cristãos. domesticado, obediente, anestesiado, entupido de cultura, aferrado ao seu tempo. Este está em franco declínio. Pois, este homem castrado, não sabe lidar como seus próprios sentimentos ( do qual o autor Zaratustra denomina de homem do ressentimento), dada sua formação masculinizada, pornográfica e antifeminista que lhe foi domesticado, anestesiado, entupido de cultura.
Assim, devemos superar esse velho homem, este homem castrado, substituindo por este super-homem, que mais se aproxima aos sentimentos verdadeiros, tranparente a todas as mulheres. Para Nietzsche, devemos observar:
“O super-homem é aquele que vence o niilismo, supera a forma homem, velha e desgastada, supera todos os humanismos, toda a cultura que o prende em si mesmo, é ele quem “lança a flecha do seu anseio por cima do homem” . Já o homem do ressentimento é aquele cujas forças reativas predominam, ele é escravo de seu tempo, não consegue ir para além da conservação. O homem moderno orgulha-se demais de si próprio, está acomodado, conformado, abraça seus ídolos supersticiosos como único meio de sobrevivência. Chegamos ao extremo da massificação e uniformização. Também existe, claro, muito medo e insegurança, poucos aventureiros.
Deixamos claro, em nossa breve caminhada que o valor dos valores devem ser revisto e que é afundados nesta sociedade moralista que vivemos. A afirmação do super-homem é a negação dos valores vigentes: ousadia no lugar de segurança, auto-disciplina ao invés e auto-piedade, esquecimento em vez de ressentimento. Desta forma percebemos que, nos homens devemos nos afundar, ou mergulhar dentro de si para encontrar a potência necessária para declinar sobre essa velha e empoeirada formar e criar novos valores. Só assim podemos desapegar desse modelo masculinizado, deixando para trás nossos ídolos, tornando artista de sí.
segunda-feira, 15 de maio de 2017
Botânica - Aula 03 - Respiração: Em plantas
A fotossíntese fornece as unidades orgânicas básicas das quais as plantas dependem. Com seu metabolismo de carbono associado, a respiração libera, de maneira controlada, a energia armazenada nos compostos de carbono para uso celular. ao mesmo tempo que gera precursores de carbono para a biossíntese. A respiração é comum a todos os eucariontes aeróbicos, no entanto, alguns aspectos deste processo, nos vegetais, diferem dos animais. Em célula vegetal, o substrato reduzido é a sacarose, trioses-fosfato, frutoses, outros açúcares e lipídios. Do ponto de vista reacional, a equação fotossíntetizante pode ser descrita como:
Sacarose
+ 13 H20 = 12CO2
+ 48H++ 48e- +12O2
Essa reação é inversa a fotossíntese, sendo a sacarose completamente oxidada. A reação apresenta um alto valor de energia livre de Gibbs - 5.760kj por mol, contudo, a liberação é controlada, principalmente na cadeia respiratória.
Existem quatro rotas, essenciais na respiração
(1) Glicólise
(2) Rota oxidativa das pentoses - fosfato
(3) Ciclo do ácido cítrico
(4) Fosforilação oxidativa
I PARTE: A GLICÓLISE
Os substratos básicos envolvidos na glicólise são representados na figura acima. contudo, em uma visão mais detalhista do processo, diferentes moléculas, e enzimas estão envolvidas.


Na etapa inicial da glicólise, carboidratos são convertidos em hexoses-fosfato, das quias se quebram formando duas moléculas de triose-fosfato, para em seguida formar piruvatos, que participam do ciclo do ácido cítrico. Na ausência do oxigênio, a glicólise fornece pequenas quantidades de ATP e NADH, descritas em rogas glicolíticas e fermentativas básicas.
Na primeira etapa, sacarose é convertida em frutose ou glicose, para em seguida, converte-se em frutose-6-P e glicose 6- P, com auxilo da enzima Hexocinase. Em seguida, frutose 1,6-bifosfato dá origem a 2 moléculas de gliceraldeído 3-fosfato. Uma vez formado o gliceraldeído 3- fosfato, a rota glicolítica pode começa a extrair energia utilizável na fase de conservação de energia. após a formação do gliceraldeído 3-fosfato, uma série de reações iram ocorrer, para alocar o fosfato a ATP, tendo como produto final o piruvato, e ou malato.
Nos vegetais, esta rota é controlada por seus produtos. Um regulador importante é a concentração citolítica de PEP ( Fosfoenolpiruvato), o qual é inibior da fosfofrutocinase dependente de ATP nos vegetais. O efeito inibidor da PEP sobre fosfofrutocinase é diminuído com a redução de Pi (Fosfato inorgânico). As enzimas que catalizam esses produtos ( PEP carboxilase e piruvato cinase), são sensíveis a intermediários da ciclo do ácido cítrico, incluindo malato, 2oxoglutarato e glutamato.
II PARTE: O CICLO DO ÁCIDO CÍTRICO
O ciclo explica como o piruvato é degradado em Dióxido de carbono e água, como também fornece o pool de estruturas carbônicas, necessárias para diversas rotas, incluindo rotas ligadas ao metabolismo secundário das plantas.
O ciclo ocorre a nível de matriz e crista mitocondrial. A mitocôndria vegetal têm duas membranas: externa e lisa e interna invarginada - as cristas- . São organelas que possuem DNA, RNA, macromoléculas, e pouco conteúdo aquoso. possuem mecanismos osmóticos de controle e permitem passagem de pequenas moléculas ( até 10.000 Da), via membrana externa.
O piruvato entra na mitocôndria, via proteína de transporte, e assim é oxidado por meio do ciclo do ácido cítrico. Este ciclo ocorre na matriz mitocondrial. Uma vez na matriz, o piruvato é descarboxilado, por uma complexo multenzimático conhecido como piruvato desidrogenase.
Esse complexo compreende a e etapa do ciclo, cujo produto formado são: NADH, CO2 e acetil -CoA, Em seguida, uma enzima citrato sintase, combina o grupo acetil do acetil-CoA com um ácido dicarboxílico ( oxaloacetato) para gerar o citrato, que então é isomerizado a isocitrato pela aconitase. Em seguida, a descarboxilação oxidativa produz NADH e Co2, e succinil-CoA. Neste ponto, succinil-CoA é oxidado a fumarato, pela succinato desidrogenase, uma enzima de membrana associada, também a cadeia de elétrons. os elétrons removidos do succinato são alocados a FAD para produzir FADH2. Nas duas reações finais do ciclo, o fumarato é hidratado a malato, que é oxidado que, por sa vez produz oxaloacetato e produz molécula NADH. O oxaloacetato fica disponível para reagir com outro acetil-CoA, dando re-inicio ao ciclo.
O vídeo abaixo mostra, com detalhes o ciclo acontecendo. No youtube existiram outros. Estes vídeos, se bem selecionados podem ser utilizados como uma excelente ferramente de aprendizado.
Vale ressaltar, que existem diferença entre os ciclos existente em animais e vegetais. As reações do ciclo catalizada pela succinil-CoA sintase, produz ATP em plantas, e GTP em animais. além desta, as plantas possuem enzima málica, que catalisa o malato, permitindo ao vegetal rotas alternativas a via da PEPE.
II PARTE: A CADEIA TRANSPORTADORA DE ELÉTRONS
A cadeia transportadora de elétrons, em plantas será examinada, assim como a rota oxidativa alternativa, não encontrada em mitocôndrias de mamíferos. Para cada molécula de sacarose, oxidada pela glicólise e ciclo de ácido cítrico, 4 NADH são gerados no citosol e 16 NADH e FADH2 na matriz mitocondrial. Essas moléculas reduzidas são a força matriz utilizadas na cadeia de transporte de elétrons que transfere seus eletros ao oxigênio, o aceptor final de elétrons do processo respiratório.
domingo, 29 de janeiro de 2017
Bioquímica- Aula 07- Ácidos nucleicos e nucleotídeos ( completo)
- Moedas energéticas nas transações metabólicas;
- Componentes estruturais de uma coleção de co-fatores enzimáticos e intermediários metabólicos;
- Constituintes dos ácidos nucléicos: desoxirribonucléico e ribonucléico.
Constituição Química dos nucleotídeos e ácidos nucléicos.
(1) Os nucleotídeos
Os
nucleotídeos são formados por três componentes característicos: bases
nitrogenadas, um grupo pentose e um fosfato. Além do seu papel como subunidades
dos ácidos nucléicos, os nucleotídeos possuem uma variedade de outras funções
em cada célula: como transportadores de energia, componentes de co-fatores
enzimáticos e mensageiros químicos.
a)
As bases nitrogenadas: As bases nitrogenadas são
derivadas de dois compostos parentais, pirimidina
e purina. Tanto as bases como as pentoses são compostos heterocíclico. As
bases unem-se covalentemente por meio de uma ligação N-B- Glicosídica, ao
carbono -1’ da pentose. Existem 5 tipos de bases nitrogenadas: Adenina(A),
guanina (G), Citosina (C), Timina (T) e Uracila (U). Figura (1);

Estrutura
dos nucleotídeos. (a) Estrutura geral mostrando a convenção da numeração para o
anel de pentose. As bases nitrogenadas são agrupadas de acordo com seus compostos parentais como
mostra a figura (2)
As principais bases purínicas e pirimidínicas dos ácidos nucleicos. Alguns dos nomes comuns destas bases refletem as circunstâncias de sua descoberta. A guanina, por exemplo, foi isolada primeiramente do guano( esterco de pássaro), e a timina, isolada do tecido do timo.
Exemplos
de desoxiribonucleotídeos contendo bases nitrogenadas diferentes das bases
púricas e pirimidinas.
Exemplos
de ribonucleotídeos contendo bases nitrogenadas diferentes das bases púricas e
pirimidinas.
Os
nucleotídeos podem ser então nomeados da seguinte maneira
Tópico Especial: As propriedades
das bases dos nucleotídeos afetam a estrutura tridimensional dos ácidos nucleicos.
As purinas e
pirimidinas livres são compostos fracamente básicos. Elas possuem uma variedade
de propriedades químicas que afetam a estrutura e a função dos ácidos
nucleicos. Umas destas propriedades das bases presentes no DNA e RNA são: a
distribuição eletrônica e a capacidade de absorção da luz, propriedades está
que possibilitam o estudo destas moléculas na estrutura. Percebeu que as pirimidinas
são moléculas planas enquanto as purinas quase planas. As purinas e pirimidinas
são hidrofóbicas e relativamente insolúveis em água e pH próximo à neutralidade
da célula. Ao modificar o pH do meio, a solubilidade tente aumentar ou
diminuir. A partir do estudo de solubilidade percebeu que algumas bases
complementavam outras através de interações de pontes de Hidrogênio. Esta
associação permitiu então perceber que as fita eram ligadas pelas pontes das
suas bases complementares. Watson e Crick definiramatravés de estudo um padrão
mais detalhado das ligações das bases através das pontes. Percebeu que A se
liga especificamente a T ( ou U) e G a C.
b) As pentoses: Os ácidos nucléicos possuem
duas espécies de pentoses. As unidades recorrentes 2’ –desoxi –D-ribose e presentes no DNA (Desoxiriribonucleotídicas)
e as unidades D-riboses presentes no RNA ( Ribonucleotídeos). Ambos os tipos de
pentoses estão na sua forma beta- furanosídica.

c) O
grupo fosfato: O grupo fosfato liga covalentemente os
nucleotídeos tanto do DNA como RNA. As ligações fosfodiésteres possuem a mesma orientação ao longo da cadeia,
conferindo a cada fita linear do ácido nucléico uma polaridade especifica e
destinta nas extremidades 5’ e 3’. Por conversão, a estrutura de uma fita simples de ácido nucléico é sempre
escrita com a extremidade 5’ na esquerda a extremidade 3’ na direita. Ácidos
nucléicos com uma quantidade abaixo de 50 nucleotideos é classificado como
oligonucleotideos. Acima deste valor denomina-se polinucleotideo.

(2)
Os ácidos nucléicos
A descoberta da
estrutura do DNA por Watson e Crick, em 1953, foi um evento momentoso na
ciência, um evento que originou disciplinas inteiramente novas e influenciou
cursos de muitas áreas. A estrutura dos ácidos nucléicos é descrita através de
uma ordem hierárquica para facilitar o entendimento. Esta ordem pode ser
entendida como: primária - sendo representada pela sua estrutura covalente e
sequencia de nucleotídeos- secundaria - estrutura
regular, estável, adotada por alguns ou todos os nucleotídeos de um acido
nucléico e terciária como o enovelamento complexo dos cromossomos grandes
dentro da cromatina eucariótica.
A Química do Ácido nucléico
Para compreender como
os ácidos nucléicos funcionam precisamos entender suas propriedades químicas
bem como as suas estruturas. O DNA funciona bem como reservatório da informação
genética, em parte por causa da sua inerente estabilidade. As transformações
químicas que ocorrem são geralmente muito lentas na ausência de um catalisado
enzimático. O armazenamento da informação por longos períodos sem alterações é
tão importante para uma célula, que mesmos reações muito lentas que alteram a
estrutura do DNA podem ser fisiologicamente significantes. Processos como
carcinogenese e envelhecimento podem estar intimamente ligados ao lento acúmulo
de alterações irreversíveis do DNA. Neste tópico irei tratar os ácidos
nucléicos com um olhar químico destrinçando suas propriedades químicas.
1
PROPRIEDADE:Os
ácidos nucléicos podem sofrer desnaturação parcial. Altas
temperaturas e pH extremos desnaturam a molécula dos ácidos nucléicos. A
desnaturação acontece por causa da ruptura das pontes de hidrogênios entre as
bases pareadas e do empilhamento de bases. Essa desnaturação induz a formação
de duas fitas simples complementares. A renaturação irá acontecer quando as
condições de pH e calor retornarem ao nível adequado necessário para o
organismo. Ela pode acontecer de duas formas: Rápida: quando as duas fitas
desnaturam mais não são separadas por completas, ou lento, quando as duas fitas
estão completamente separadas.
Cada
espécie de DNA possuem uma temperatura de desnaturação característico ou ponto
de fusão (Lm):
Quanto maior o seu
conteúdo de pares de bases G,C maior o ponto de fusão do DNA. Isso porque os
pares de bases GC apresentam três pontes de hidrogênio, são mais estáveis e
requerem mais energia calorífica para dissociar do que os pares de base AT. Essa
diferença entre a energia necessária para romper às ligações triplas da ligação
GC e as ligações duplas AT geram a
formação de bolhas na fita. Este fato acontece em regiões ricas em pares de AT,
que irão desnatura, enquanto a maioria do restante do DNA permanecerá com fita
dupla.
Dúples
de duas fitas de RNA, ou com uma fita de RNA e uma fita de DNA, também podem
ser desnaturados.
2
PROPRIEDADE:A
propriedade de absorção da Luz UV
A absorção da luz UV irá
depender do estado estrutural que se
encontra a molécula dos ácidos nucleicos. A absorção será menor nos ácidos nos
ácidos nucléicos complementares são pareados, maiores nos ácidos desnaturados e
muito maiores em nucleotídeos livres, em concentrações definidas e fixas.
3 PROPRIEDADE:Ácidos nucléicos de diferentes
espécies podem formar híbridos.
Essa propriedade é
usada para detectar sequências de DNA semelhantes, em duas espécies diferentes
ou dentro do genoma de uma única espécie. Um exemplo deste seqüenciamento
complementar é a formação de DNA hibrido entre o DNA desnaturado de células
humanas e células de camundongos. Isso reflete o fato de que diferentes
organismos possuem uma herança evolucionária comum.
4
PROPRIEDADE: Ácidos nucléicos sofrem transformações
não-enzimáticas.
Essas transformações,
às vezes muito lentas podem tornar o dano irreversível, desta forma falamos em
mutação. Logo, a mudança nas propriedades químicas dos nucleotídeos, seja por
mudança de base, seja por substituição de um grupo químico pode acarretar em
sérios problemas para o funcionamento do DNA. As mutações são reguladas por
mecanismos de reparo encontrados na própria célula. O DNA pode ser danificado
por vários fatores: Radioativo, reagentes químicos,
5 PROPRIEDADE:Algumas bases de DNA são
metiladas.
Certas bases
nucleotídicas nas moléculas do DNA são enzimaticamente metiladas. A adenina e a
citosina são metiladas mais frequentemente que a guanina e a timina. A
metilação é geralmente confinada a certas sequencias ou regiões de uma molécula
de DNA. Todas as metilases do DNA usam a S-adenosilmetionina como grupo doador
de metila.
6
PROPRIEDADE:Os
ácidos nucléicos podem sofrer desnaturação
Uma breve história da descoberta
do DNA.
A investigação
bioquímica do DNA começou com Friedrich Miescher, que realizou os primeiros
estudos químicos sistemáticos do núcleo da célula. Isolou e determinou uma
substancia contendo fósforo, que denominou de nucleina. A primeira evidência
direta de que o DNA é o possuidor da informação genética apareceu, em 1944, por
meio de uma descoberta feita por Avery, Colin, MacCarty. Esses pesquisadores
descobriram que o DNA extraído da cepa virulenta transportava a mensagem
geneticamente herdável da virulência. Um segundo experimento importante
forneceu a evidência independente de que o DNA transportava a informação
genética. Em 1952, Hershey e Chase usaram o rastreamento com o fósforo
radioativo P32 e o enxofre radioativo S38
para mostrar que, quando o vírus bacteriano (Bacteriófago T2) infecta sua
célula hospedeira, a Escherichia coli, é o fósforo contido no DNA da partícula
viral e não o enxofre contido na proteína da cepa vira, que entra na célula
hospedeira e fornece a informação genética para a replicação viral. Esses
importantes experimentos iniciais e muitas outras linhas de evidência mostraram
que o DNA é definitivamente o componente cromossômico que possui a informação
genética das células vivas.
Características que permitira
elucidar o modelo estrutural do DNA
As bases do DNA: A descoberta de
Chargaff
As quatros bases
nucleotídicas do DNA ocorrem em proporções variadas nos diferentes organismos,
logo percebeu através de estudos que a composição de bases do DNA geralmente
varia de uma espécie para outra, que o DNA possuem a mesma composição de base
nos diferentes tecidos de uma mesma espécie, e o mais importante de todos que,
independente da espécie, o número de resíduos de adenosina é igual ao número de
resísudos de timidina, e o número de resíduos de guanosina é igual ao número de
resíduo de citidina.Logo podemos chegar a uma dada conclusão, regra conhecida
como regras de chargaff
A + T = G+ C, onde A = T e G= C
Análises por difração de raios X
Utilizando o método de difração dos raios x para
analisar cristais de DNA, percebeu que o DNA produzia um padrão de difração de
raios X característicos. Os resultados mais importantes de difração de raios-x
sobre a molécula de DNA foram obtidos por Maurice Wilkins e Rosalind Franklin.
Os resultados obtidos indicavam que o DNA tinha uma estrutura helicoidal.
A partir dos dados
obtidos pela difração dos raios X, e equivalências de bases específicas, em
1953, Watson e Crick postularam um modelo
tridimensional para a estrutura do DNA que considerava todos os dados
disponíveis. O modelo da dupla hélice.
Neste modelo os grupos desoxirribose e fosfatos carregados negativamente estão
na parte externa da dupla hélice, voltado para a água circundante. As bases
purínicas e pirimidincas de ambas as fitas estão empilhadas dentro da dupla
hélice. Com suas estruturas hidrofóbicas de anéis quase planos muito próximos e
perpendiculares ao longo eixo da hélice. O pareamento das duas fitas cria um
sulco principal e um sulco secundário na superfície da fita dupla. As bases
então pareadas na parte interna através de pontes de hidrogênios. Essas pontes
podem ser triplas C e G ou duplas A e T.
Características importantes da
estrutura da Dupla hélice
-Variações
estruturais dependentes da sequência podem afetar a função e o metabolismo de
segmentos de DNA e na sua vizinhança.
-Sequências
na fita podem alterar o ângulo de curvatura da fita. Sequencias denominadas de palíndromosapresentam um potencial de
dobramento da fita, dando a ela um formato de grampo ou cruciforme.
-Grampo e cruzes. Sequencias
palindromicas de DNA ( ou RNA) podem formar estruturas alternativas com
pareamento de bases na fita. Quando apenas uma fita de DNA ( ou RNA) for
envolvida, ele é chamada de grampo. Quanto ambas as fitas estão envolvidas, a
estrutura é chamada de cruz.
- Podem apresentar pares de bases de
Hoogsteen. Este pareamento permite a formação da tripla e quádrupla fita de
DNA, chamadas respectivamente de triplex e quadruplex.
O RNA é um polímero
de nucleotídeos, geralmente em cadeia simples, que pode, por vez, ser dobrado.
As moléculas formadas por RNA possuem dimensões muito inferiores às formadas
por DNA.O RNA é constituído por uma ribose, por um grupo fosfato e uma base
nitrogenada.A composição do RNA é muito semelhante ao do DNA (ácido
desoxirribonucleico) contudo apresenta algumas diferenças:
1- O RNA é formado por
uma cadeia simples de nucleotídeos,
e não uma de dupla hélice como o DNA. Um filamento de RNA pode se dobrar de tal modo que parte de sua
próprias bases se pareiam umas com as outras. Tal pareamento intramolecular de bases é um
determinante importante da forma do RNA. Assim, formando pontes intracadeia o
RNA é capaz de assumir uma variedade
muito maior de formas moleculares tridimensionais complexas do que a dupla
hélice de DNA 1 .
2- O RNA tem o açúcar ribose em seus nucleotídeos em
vez da desoxirribose encontrada no DNA. Como os nomes sugerem, os dois açúcares
diferem na presença ou ausência de apenas um átomo de oxigênio. Os grupos de
açúcar do RNA contêm um par oxigênio-hidrogênio
ligado ao carbono 2', enquanto apenas um átomo de hidrogênio é ligado ao
carbono 2' nos grupos de açúcar do DNA.
3-Como um filamento
individual de DNA, um filamento de RNA é formado de um arcabouço de
açúcar-fosfato com uma base ligada covalentemente na posição 1' de cada ribose.
As ligações açúcar-fosfato são feitas nas posições 5' e 3' do açúcar, como no
DNA. Assim, uma cadeia de RNA terá uma ponta 5' e uma ponta 3'.
4-Os
nucleotídeos de RNA (chamados ribonucleotídeos) contêm as
bases adenina (A), guanina (G), citosina (C) e uracila (U), mas esta última
pirimidina, está presente em lugar de timina.
5-O RNA, como a proteína mas não como DNA, pode catalisar importantes reações
biológicas. As moléculas de RNA que funcionam como proteínas enzimáticas são
chamadas de ribozimas.
6-OS RNAs são
encontrados tanto no núcleo como no citoplasma.
7-O RNA não possui uma
estrutura secundária regular e simples que sirva como um ponto de referencia,
como é a duplas hélice do DNA. Interações
fracas, desempenham um papel principal na estabilização das estruturas do
RNA.
8-O potencial para estruturas helicoidais pareadas por bases em muitos RNAs é muito grande e os grampos resultantes podem ser considerados o tipo mais comum de estrutura secundária no RNA.
8-O potencial para estruturas helicoidais pareadas por bases em muitos RNAs é muito grande e os grampos resultantes podem ser considerados o tipo mais comum de estrutura secundária no RNA.
terça-feira, 29 de março de 2016
Botânica- Aula 1 - Evolução das Angiospermas
Evolução das Angiospermas
Resumo baseado no texto provenitente do livro RAVEN, 7ed. Todas as informações são base empírica e funcional para o aprendizado.
As
primeiras plantas com semente surgiram no período Devoniano Superior. Mas, foi
somente no final do mesozóico e início do Cretáceo, que as angiospermas
surgiram ( registro fóssil mais antigo). A partir de então, gradualmente, estas
atingiram dominância global, por volta de 90 milhões de anos A.C, tornando-se a
espécie mais diversificada em termos
evolutivo.
Por Rafael Salomão
Uma abordagem filogenética baseadas em dados
fósseis, morfológicos e moleculares tem
aproximado as angiospermas das Bennettitales, gnetófita ( plantas com
sementes mais aparentadas às angiospermas). A reunião coletiva destas plantas
em um só grupo recebe o nome de antófitas.Duas hipóteses existem para explicar
a linha filogenética deste grupo.
A primeira considera as gnetófitas
monofiléticas convergente , a segunda, parafiléticas, sendo Gnetum e Welwitshchia características
comuns as Angiospermas. O ancestral comum das angiospermas, certamente eram
plantas com sementes, não apresentando flores, carpelos ou frutos, não
possuindo todas as características tipicas das angiospermas ( flores, carpelos
fechados, fertilização dupla, microgametófito com três núcleos, megagametófico
com oito, estames com saco polínico, tubo crivado e células companheiras),
contudo estas plantas apresentavam pólen com uma única abertura [presente na
monocotiledôneas], traço mantido no curso da evolução.
1. Classes
97% da maior classe de
angiospermas são compostas por mono e eudicotiledôneas. Os 3% remanescentes, atuais incluem plantas com
características mais primitivas. Estas constituem em diversas linhas
evolutivas, que são bem distintas umas das outras.
Na linha evolutiva que leva às eudicotiledôneas estão
as magnolídeas, que incluem a família da magnólia, na qual as flores têm
numerosas partes florais dispostas em espiral. Detas incluem espécies como
louro (Lauraceae), pimenta (Piperaceae). Uma característica
peculiar as magnoliídeas é a presença de células oleíferas com óleos voláteis
que são a base para alguns perfumes. Algumas famílias, relativamente pequenas,
das quais incluem as ninféias, amborellaceae,
entre outras.
2. A Evolução da flor
Como eram as flores das primeiras angiospermos. Não
sabemos, porém observações feitas a partir do registros fósseis podem apontar
uma direção. Em geral as flores apresentam uma grande diversidade, tanto no
número quanto disposição das peças florais.
Nas angiospermas mais antigas, o
perianto, se presente, nunca tinha uma separação nítida entre o cálice e a
corola. Sendo a pétala evoluído para função polínica, a partir de folhas
modificas ( estames que perderam sua função de polinizadores). No decorrer
evolutivo, a fusão entre pétala ocorreu em algumas espécies, formando uma
estrutura de corola
tubular.
Figura. corola tubular.
Os estames evoluíram de várias formas. Algumas são largos, coloridos e muitas
vezes perfumados, em angiospermas primitivos, eram pequenos e esverdeados,
podendo ser carnosos. Nos angiospermas atuais, estes possuem um filete fino e
anteras terminais espessas. Em flores especializadas, os estames são fundidos
entre si, seus filetes podem formar estruturas colunares, como o membro da
família das ervilhas, girassol, ou fundidos à corola, a exemplo da
boca-de-leão. Em algumas famílias, alguns estames tornaram-se estéreis,
tornando-se nectários, produzindo néctar, um fluido açucarado que atrai
polinizadores.

Figura. Tipo de estames fundidos.
Os carpelos de muitas das primeiras Angiospermas não eram especializados. Muitos
destes pareciam com folhas, sem partes aéreas especializadas para captura de
grãos de pólen, carpelos não fundidos.
Desta forma, as flores evoluíram na direção de:
- Ter poucas peças florais com número definido;
- Ter número de verticilos reduzido de quatro para três, dois ou as vezes nenhum;
- O ovário se tornou ínfero em lugar de súpero e o perianto se tornou diferenciado com cálice e corola distintos;
- A simetria radial ou actinomorfa das flores primitiva cedeu lugar para a simetria bilateral ou zigomorfa nas mais derivadas.
· Entre as flores mais especializadas, destaca-se as pertencentes a família
Asteracea; eudicotiledôneas e Orchidacea – monocotiledôneas.
As flores das Asteraceae são flores
epíginas relativamente pequenas e densamente reunidas em uma inflorescência denominada capítulo. Asteraceae é uma das maiores famílias de plantas e
compreende cerca de 1.600 gêneros e 23.000 espécies (Andenberg et al., 2007).
No Brasil, a família é representada por, aproximadamente, 180 gêneros e 1.900
espécies, distribuídas em diferentes formações vegetacionais (Barroso et al.,
1991;Nakajima & Semir, 2001).

Figura. Representação clássica de uma flor da família asteraceae
Considerada como a família de maior importância entre as fanerógamas,
representando dez por cento do total da flora de angiospermas (Wilson, 1986),
as Asteraceae apresentam distribuição cosmopolita, encontrando-se disseminadas
por todos os continentes, com exceção da Antártica, porém com representação
mais ampla nas regiões temperadas e semi-áridas dos trópicos e subtrópicos. Várias
características morfológicas em Asteraceae suportam seu monofiletismo, entre
elas a presença de um capítulo altamente modificado, ovário bicarpelar ínfero
que se desenvolve em uma cipsela com óvulo basal e reto e anteras sinânteras
(Jansen & Palmer, 1988). e seu sucesso evolutivo possa ser
atribuído em parte ao desenvolvimento de um sistema químico de defesa que
inclui a produção combinada de compostos secundários muito derivados, do tipo
poliacetilenos e lactonas sesquiterpênicias.Talvez essa característica peculiar
seja a principal responsável pela importância econômica da família na medicina
tradicional. Além dos propósitos medicinais, várias espécies são utilizadas
como produtos alimentícios, na produção cosmética ou, ainda, como plantas
ornamentais, antas glabras, glabrescentes ou com indumento de tricomas tectores
e/ou glandulares. Caule geralmente cilíndrico, raramente alado. Folhas em
roseta, alternas, opostas, alterno-opostas, ou menos comumente verticiladas,
simples, frequentemente lobadas ou pinatissectas, raro compostas, estípulas
ausentes. Inflorescência em capítulo; capítulos solitários no ápice do
pedúnculo floral ou formando sinflorescência cimosa, corimbiforme, panícula-tirsóide,
racemo, ou ainda agrupados em sinflorescência de segunda ou terceira ordem,
livres ou fundidos entre si (sincefalia de capítulos). Capítulo formado de
flores sésseis.

As Orchidaceas
é a maior família das Angiospermas, distinguem-se das asteráceas em características florísticas. Há três carpelos
fundidos e ovários ínfero, sendo cada ovário com milhares de minúsculos óvulos,
em geral com um estame, do qual funde-se com o estilete e o estigma, formando
uma estrutura conhecida como coluna.
Mecanismos de dispersão (A polinização). As plantas não possuem mobilidade de locomoção para obtenção de comida,
abrigo e reprodução. Muitas angiospermas desenvolveram mecanismos em resposta a essas necessidades, como
por exemplo, modificações e adaptações sofridas na estrutura das flores. Estas adaptações estão marcadas no desenvolvimento do tipo de carpelo fechado (
proteção contra insetos) e flores chamativas, com formatos variados, além da
produção de néctar atrativos. Outro desenvolvimento evolutivo importante foi o
aparecimento de flores hermafrodita ofereceram vantagens seletivas por tornar
cada visita do polinizador mais efetiva. Ao passo que as angiospermas se
diversificavam, os insetos evoluíam, de forma direta, em uma relação
específica. Por exemplo, muitas
angiospermas são polinizadas principalmente por besouros e mosca, uma vez que
essas plantas produzem odores florais similares a estrume ou carniça, ou ainda,
a abelha, maior grupo de inseto polinizador, vive do néctar da planta; algumas adaptações do inseto permitem que este transporte néctar com pólen. As abelhas
possuem comportamentos viáveis para o reconhecimento de cores, odores e
contornos das flores, estas possuem pétalas chamativas e cores ivas, em geral
azuis ou amarelas. As folhas polinizada por borboletas e mariposas diurnas, com
frequência têm plataforma de pouso.

Outras plantas são polinizadas por animais
e aves. As polinizadas por aves produzem grandes quantidades de néctar e são frequentemente vermelhas e inodoras, tais flores incluem aquilégia-vermelha,
maracujá-poranga, hibisco e bico-de-papagaio. O morcego arbóreo (representante
dos mamíferos), possuem adaptações para obtenção de alimento em flores, como
focinho esguios e alongados e língua longa e extensivas. A maioria das flores polinizadas por morcegos produz copiosas quantidades de néctar e tem coloração
vistosa, e muitas delas se abrem somente à noite.

As flores polinizadas pelo
vento( tipo de polinização mais antiga), não produzem néctar, tem cores
apagadas e inodoras, pétalas pequenas ou ausentes e de sexo separado, antenas
vem expostas, grandes estigmas, muitas com projeções plumosas. o carvalho,
bétula e gramíneas são exemplos de
plantas polinizadas pelo vento. As aquáticas de vida submersa são polinizadas
pela água, sendo seu pólen transportado sob a água ou flutuando de uma planta a
outra na superfície, porém a aquelas que são de superfície, estas são polinizadas pelo vento.

As cores são traços evolutivos das
flores de angiospermas. As cores evoluíram em relação aos seus diferentes sistemas de
polinização, e em geral funcionando como aviso a para tipos específicos de amimias, e atrativo para os polinizadores. Os pigmentos florísticos são
praticamente o mesmo (carotenoides, flavonoides mais comuns), contudo o que
varia a tonalidade é a sua concentração. Pertencente a classe dos flavonoides, a antocianinas, geralmente atuam em flores com coloração vermelha ou azuis, os
flavonóis, em flores, quando presente, são incolores ou podem contribuir aos
tons marfim ou branco.
3. A Evolução do fruto
Os frutos evoluíram para a dispersão por mecanismos
muito diferentes. A dispersão, assim como a polinização, é um aspecto
fundamental da radiação evolutiva das angiospermas. Os frutos pode ser acessórios ( possui parte floral), partenocárpicos ( são frutos originados
de ovários que se desenvolvem sem a fecundação dos óvulos, logo sem a
fecundação da semente. Ex; banana, melancia, uva, laranja), simples ( são frutos originados de uma única flor, que possui
apenas um carpelo ou vários carpelos unidos - desenvolvem a partir de um
carpelo ou vários unidos. Ex: tomate, ervilha, ), agregados ( frutos originados de uma única flor que possíu vários
carpelos separados de um gineceu, as partes individuais são denominadas de
frutículos. Ex. morango, amora, ), múltiplos
(são frutos originados de várias flores que, ao se desenvolver, crescem de
forma congruente, formando uma única peça - formado por mais de um gineceu da
mesma flor. Ex abacaxi, melancia). Pseudofruto ( ocorrem quando outra parte
floral, que não seja o ovário, se
desenvolve em uma parte carnosa. Ex: caju, maça).
Os frutos simples são os mais diversos, podem ser
macios e carnosos, secos e lenhosos.
Os
frutos carnosos: bagas, drupas e pomos. Baga: fruto com endocarpo carnoso, possuindo
várias sementes em seu interior. Exemplo, laranja. Tomate, uva. Drupa: fruto
com mesocarpo carnoso, apenas uma semente envolvida por um endocarpo rígido
exemplo, tomate, uvas. Exemplo: abacate, azeitona, ameixa, cereja, pêssegos. O coco
são drupas cuja camada externa é fibrosa em vez de carnosa. Pomos são furtos
carnosos, muito especializados e característicos de uma subfamília das
roseceaes. O pomo deriva de um ovário ínfero composto, no qual a porção carnosa
é originada, em grande parte, da base intumescida do perianto, sendo exemplo de
fruto acessório.
Os
frutos secos: Deiscentes e indeiscentes – o primeiro o tecido da parede do ovário maduro ( pericarpo) se abre(m), liberando a(s) semente(s), ao contrário do
segundo. Exemplo de Deiscente – ervilhas ( Fabaceae), legumes. Os indeiscentes são
encontradas em várias famílias de plantas. os aquênio da família dos ranúnculo.
O arquênio é um fruto pequeno com uma única semente, que fica solta na cavidade
interna do fruto, podem ser alados, como os encontrados nos olmos e freixos,
conhecidos como sâmaras, há os grãos, avelãs e nozes. Podem ser clasificados do
tipo síliqua, folículo, cápsula, cariopse, samâra, Cipsela.
A
dispersão dos frutos: Assim como as flores evoluíram de acordo com as
características dos polinizadores, os frutos evoluíram em relação aos seus
agentes dispersores em processo de coevolução. As dispersões podem ser: anemocoria: dispersão do fruto pelo
vento. Frutos alados ou plumares. As sementes de todas as orquídeas são transportadas
pelo vento, dente – de – leão, a linária, chorões e álamos, salsolas,
maria-semente –vegonha, são exemplos de frutos dispersos pelo ar. Hidrocoria: dispersão pela água, os
frutos possuem tecidos com espaços aeríferos. Adaptados a flutuação. O coco é o
mais notável entre os frutos por este tipo de dispersão. Zoocoria: dispersão por animais. Frutos podem oferecer alimento ou
serem transportados pelos animais. Geralmente este tipo de dispersão se dá em
frutos carnosos. Quando estes são consumidos por animais as sementes que o
fruto contém é dispersa pelos menos. Estes frutos passam por modificações moleculares,
sobretudo bioquímicas, tornando comestíveis a muitos vertebrados. Ao contrário
destes frutos, existem frutos e sementes que são dispersos por aderirem à
pelagem ou penas de animais. Estes frutos ou sementes têm ganchos, farpas,
espinhos, pêlos ou vestimentos aderentes que lhe permitem ser transprotados,
frequentemente por grandes distâncias, presos aos copos dos animais. Outro animal
dispersos de frutos e sementes são a formigas, as sementes possuem em seu
exterior uma adaptação – elaiossomo, que são consumidos por operárias ou larvas,
deixando a semente intacta, da qual germina neste local. Exemplo deste fato
ocorre em sub-bosque herbáceo nas florestas decíduas do centro e do leste dos
Estados Unidos. Dentre estas incluem dicentra, sanguinária-do-canáda, especeis de violeta e trillium.
4. A Coevolução Bioquímica
Pertencente a esta classe estão os metabolitos
secundários: alcalóides ( nicotina, morfina, cafeína, cocaína), terpenóides (
óleos essenciais, taxol, borracha,
isopreno) substâncias fenólicas (flavanóies, ligninas), quinonas (
coenzimas Q), ráfides ( Cristais de oxalato de cálcio) Alguns destes compostos
caracterizam famílias inteiras. Esses metabólitos auxiliam na defesa do
organismo além de restringir a palatabilidade da planta. A mostarda (
brassicaceae), por exemplo, é caracterizada pela presença de glicosídios de
óleo-de-mostarda, que é repugnado por maior parte dos fitófagos, porém certos
percevejos, besouros e larvas de mariposas, alimentam-se somente de folhas
desta família, uma vez que conseguem quebrar as substâncias venenosas produzidas
pela planta. Logo, os mesmos produtos químicos que funcionam como empecilho
para a maior parte dos grupos de insetos herbívoros com frequência agem como
estímulos alimentares para outros. Conclusivamente, famílias inteiras de
plantas podem ser caracterizadas bioquimicamente e associadas aos seus
principais grupos de insetos fitófagos. Essas relações bioquímicas parecem ter
desempenhado um papel central no sucesso das angiospermas, que apresentam uma
gama muito mais diversa de produtos vegetais secundários do que qualquer outro grupo de plantas.
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